Saúde

A saúde de Mastim dos Pirenéus

Espanha

O Mâtin des Pyrénées é globalmente um cão robusto e resistente. Como muitas raças gigantes, o seu grande porte impõe contudo uma vigilância particular sobre o aparelho locomotor e o sistema digestivo. Um acompanhamento veterinário regular, um crescimento bem conduzido e uma gestão atenta do peso são essenciais para preservar o seu conforto e a sua mobilidade.

Longevidade

Esperança de vida

Sua expectativa de vida situa-se geralmente entre 11 e 13 anos, o que é honroso para um cão de porte gigante. Essa longevidade depende em grande parte da qualidade da criação, do controle do peso, da atividade física razoável e da prevenção de distúrbios articulares e digestivos.

A sua constituição

Uma raça robusta?

Sólido por natureza, o Mâtin des Pyrénées suporta bem a vida ao ar livre e as condições rudes quando está corretamente alojado. A sua robustez não dispensa uma verdadeira prevenção, pois o seu porte aumenta o impacto dos problemas ortopédicos e dos acidentes digestivos graves.

Pontos de atenção

O que deve vigiar

A vigilância deve incidir sobretudo sobre as articulações, os olhos, as orelhas e os sinais digestivos anormais. Num cão tão grande, uma claudicação, uma dificuldade em levantar-se ou um abdómen subitamente distendido devem ser levados a sério e conduzir a uma consulta rápida.

  • Displasia da anca : Uma malformação articular favorecida pelo grande porte, podendo causar dor, claudicação e artrose.

  • Displasia do cotovelo : Uma perturbação do desenvolvimento do cotovelo que pode limitar a mobilidade e provocar uma claudicação precoce.

  • Torção gástrica : Uma urgência grave das raças grandes de peito profundo, que exige um atendimento imediato.

  • Entrópio e ectrópio : Anomalias das pálpebras que podem irritar o olho, favorecer a inflamação e necessitar de acompanhamento.

  • Infeções auriculares : As orelhas caídas podem reter a humidade e favorecer certas otites se a manutenção for insuficiente.

Clima

Resistência ao frio e ao calor

O Mâtin des Pyrénées tolera bem o frio graças ao seu pelo denso e à sua origem montanhosa. Ele suporta menos bem os fortes calores, sobretudo devido ao seu tamanho e à sua massa corporal. No verão, ele precisa de sombra, de água fresca e de atividade adaptada às horas mais amenas.

Peso

Tendência para ganhar peso

A manutenção de um peso estável é fundamental nesta raça gigante para limitar a carga sobre as ancas, os cotovelos e as costas. Rações bem medidas, uma alimentação de qualidade e uma atividade regular mas moderada ajudam a prevenir o aumento de peso e as suas consequências.

No dia a dia

Bons hábitos para o manter em forma

  • Manter um peso estável e vigiar a marcha.
  • Respeitar vacinas, desparasitantes e identificação.
  • Consultar rapidamente em caso de claudicação, vómitos ou abatimento.

Vacinação

Vacinas do Mastim dos Pirenéus: calendário vacinal

Que vacinas para um Mastim dos Pirenéus? Como todos os cães, o Mastim dos Pirenéus recebe as vacinas essenciais a partir das 8 semanas: CHPPi (vacina essencial) e Leptospirose. A primovacinação do cachorro Mastim dos Pirenéus é feita em várias injeções com intervalo de 4 semanas, seguida de um primeiro reforço aos 1 ano. Consoante o seu estilo de vida (caça, caminhadas, hotel, viagens, região), o seu veterinário poderá completar o protocolo com vacinas contra Raiva, Tosse do canil, Piroplasmose, Doença de Lyme e Leishmaniose.

VacinaVacinação primáriaPrimeiro reforçoDepoisPara quem?
CHPPi (vacina essencial)Essencial

Doença de Carré, hepatite de Rubarth, parvovirose e parainfluenza

8 semanas · 12 semanas · 3 meses1 anotodos os anosTodos os animais
LeptospiroseEssencial

Leptospirose (bactéria transmitida pela urina dos roedores e pelas águas estagnadas)

8 semanas · 12 semanas1 anotodos os anosTodos os animais
RaivaConsoante o estilo de vida

Raiva

12 semanas1 anotodos os anosObrigatório para viagens ao estrangeiro, cães categorizados, a maioria dos canis e das exposições
Tosse do canilConsoante o estilo de vida

Bordetella bronchiseptica e parainfluenza

8 semanas1 anotodos os anosCães frequentando pensões, creches, clubes caninos e exposições
PiroplasmoseConsoante o estilo de vida

Babesiose transmitida por carrapatos

5 meses · 6 meses1 anotodos os anosCães de caça, cães que vivem em zona rural ou arborizada, cães muito expostos a carraças
Doença de LymeConsoante o estilo de vida

Borreliose transmitida por carrapatos

12 semanas · 3 meses1 anotodos os anosCães de caminhada, cães de caça, zonas florestais do Leste e do Centro
LeishmanioseConsoante o estilo de vida

Leishmaniose transmitida por flebotomíneos

6 meses1 ano e 6 mesestodos os anosCães que vivem ou permanecem no Sul de França, na Córsega e na bacia mediterrânica

Os reforços de vacina do Mastim dos Pirenéus adulto são anuais para a leptospirose e a raiva; para as valências esgana, hepatite e parvovirose, um reforço a cada três anos é muitas vezes suficiente após o primeiro reforço. O seu veterinário ajusta o ritmo ao risco real do seu cão.

Que reforços para o seu Mastim dos Pirenéus?

Indique a idade do seu companheiro: listamos as vacinas a fazer agora e os próximos reforços.

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Adotar bem

Adotar um Mastim dos Pirenéus com boa saúde

Um rastreio das ancas e dos cotovelos é particularmente pertinente, além dos exames veterinários de rotina. Uma atenção regular aos olhos, às orelhas e ao estado locomotor permite também detetar precocemente alguns problemas frequentes em cães de grande porte.

Estas informações são indicativas e não substituem o aconselhamento de um veterinário. Em caso de dúvida sobre a saúde do seu animal, consulte um profissional.

A melhor prevenção é um bom criador

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